Cicatrizes, quem não tem! São marcas de dores, de lutas, de histórias com as quais sempre podemos aprender. Esse evento, realizado na semana da consciência negra pelos alunos do 2 e 6 períodos de Educação Física veio com essa intenção: aprendizagem por meio do diálogo, das histórias de vida.
Na quinta-feira tivemos um bate-papo com a participação do africano Reinaldo Natcha de Guiné Bissau/Africa, professores Thiago Rapadura e Josilene de Montes Claros e Djalma, Kenia e Milton da família FAVENORTE. Foi um momento único para desfazer as mentiras contadas e impregnadas na nossa mente por causa do perigo de uma única história. Sim, a história do negro no Brasil foi contada pelo branco colonizador, por isso a necessidade de ouvir a história a partir da cicatriz, de compartilhar experiências de quem viveu e/ou ainda vive o peso do racismo.
A sexta-feira foi recheada de apresentações de dança afro, minicurso (maculelê) e delícias como o quebra-queixo, um doce delicioso da culinária afro-brasileira. A ideia era mostrar que essas influências africanas estão mais presentes no nosso cotidiano do que imaginamos. A finalização desses momentos se deu com a apresentação do musical “Você é especial”, pelo projeto cicatrizes de Montes Claros. Histórias foram cantadas, dançadas, musicadas. Luz, câmera, ação, lágrimas, emoção e muita esperança. Acreditamos que histórias tem o poder de capacitar e humanizar. A cicatriz é uma ferida que já foi curada, falar sobre ela não causa dor, causa aprendizagem, revela nossa humanidade.
O sentimento que temos hoje é de gratidão à Favenorte, pelo forte apoio, aos patrocinadores, à parceria da secretaria de educação da cidade de Mato Verde, ao projeto cicatrizes de Montes Claros, aos alunos do 2 e 6 período do curso de Educação Física e acima de tudo, a você que foi nos prestigiar com sua presença, que foi contribuir com sua história. Acreditamos que sementes foram lançadas: a verdade sobre quem somos, a beleza de ser você mesmo, a consciência humana de que a diferença acrescenta e não exclui…. Agora é esperar o crescimento dos galhos, das folhas e dos bons frutos na certeza de que quem planta colhe!

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